Existem muitas histórias e lendas de como o perfume surgiu na Grécia antiga. Mas a maior e a mais bela delas é a história de Vênus e da Rosa. Segundo a lenda, a rosa era originalmente branca e sem cheiro. Um dia, a Deusa Vênus feriu o seu delicado dedo com o espinho de uma roseira. Neste momento, o sangue da Deusa fez com que todas as rosas ficassem com  a tonalidade de seu sangue: vermelha.

Cupido, o Deus do Amor, se apaixonou pela rosa vermelha de Vênus e beijou-a, selando a alquimia e transformando o sangue de Vênus em uma deliciosa fragrancia de amor.

Deixando um pouco de lado as lendas, o perfume teve a origem na Grécia, através de ebulição de pétalas de flores. Depois começaram a utilizar outros ingredientes, como ervas e óleos importados da Arábia.


O perfume é uma mistura de óleos aromáticos, fixador e álcool (que, quando em contato com o corpo, evapora, deixando apenas o agradável aroma dos óleos). O perfume surgiu no Egito, mas foi na França que ele se consolidou. A partir do século XIV com o cultivo das flores foi que ocorreu o desenvolvimento da perfumaria. Não é à toa que os perfumes franceses são até hoje os melhores. Sabe por que os perfumes marcam e sempre que sentimos aquela fragrância lembramos de alguma coisa?

Nós, mamíferos, temos um sistema de nome engraçado, chamado sistema límbico (responsável pelas emoções) – que agrega a maior quantidade de dopamina do nosso organismo. A dopa (apelido carinhoso), é um neurotransmissor responsável pela nossa alegria, euforia, felicidade, prazer e bem estar. É o sistema límbico que comanda alguns comportamentos dos mamíferos. Por isso quando um cheiro de lavanda, por exemplo, chega ao sistema límbico é capaz de acalmar até mesmo os mais estressadinhos, fazendo-os dormir melhor, relaxar e até auxiliar nos casos de insônia…

Quando o cérebro identifica que o aroma é agradável, envia sinais para o organismo todo.

Esse sistema é também conhecido como cérebro das emoçõesOu seja: sabe “aquelas sacanagenzinhas” que rolam quando estamos sós com o grande amor (ou algo parecido)? Pois é culpa da dopamina, mas o grande responsável por isso é o sistema límbico! É… O amor (ou algo parecido) pode ser cego, mas não é nada bobinho!E se vir acompanhado de um perfume agradável, fica melhor ainda!


Num mundo tecnológico e urbano, a flor é o elo essencial que nos liga á natureza. O desabrochar de uma Papola na cidade: o poder de uma flor forte, pura, e sensual.

Kenzo criou o perfume da Papola, inodora por essência: flores vibrantes. Notas: Florais (Violeta de Parma, Rosa da Bulgária Pilriteiro e Cássia) , Atalcado (Almíscar branco e Opoponax) dinamizante (hedione e cyclosal).


Todas as prendas que me deste, um dia,
Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
E quando a noite espreita o pôr-do-sol,
Eu vou falar com elas em segredo …
E falo-lhes d’amores e de ilusões,
Choro e rio com elas, mansamente…
Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente …
Pelo copinho de cristal e prata
Bebo uma saudade estranha e vaga,
Uma saudade imensa e infinita
Que, triste, me deslumbra e m’embriaga
O espelho de prata cinzelada,
A doce oferta que eu amava tanto,
Que reflectia outrora tantos risos,
E agora reflecte apenas pranto,
E o colar de pedras preciosas,
De lágrimas e estrelas constelado,
Resumem em seus brilhos o que tenho
De vago e de feliz no meu passado…
Mas de todas as prendas, a mais rara,
Aquela que mals fala à fantasia,
São as folhas daquela rosa branca
Que a meus pés desfolhaste, aquele dia…

[Florbela Espanca]






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